2019-09-24

CNA participa no Workshop "Consequências das alterações climáticas e emprego"

A convite da Central Sindical CGTP IN, a CNA participou a 24 de Setembro no Workshop temática #2 – Consequências das alterações climáticas e emprego: sectores e regiões e como antecipar, decorrido em Lisboa.

Em representação da CNA, interveio João Dinis, da Direcção, que apresentou as linhas mestras da Confederação no que respeita às alterações climáticas e aos impactos para o sector.

Alertou para as evidências que fenómenos temporais extremos que têm assolado a lavoura nacional e debilidade a Agricultura Familiar e o Mundo Rural, como os incêndios de 2017 ou a tempestade Leslie em 2018.

Desde há décadas e muitas vezes contra a vontade dos Agricultores, foram impostos modelos de produção e consumo baseados no chamado “livre comércio” e na teoria da “competitividade” que têm presidido, por exemplo, à definição e aplicação das sucessivas reformas da PAC - Política Agrícola Comum, e das suas políticas concretas, por sua vez muito condicionadas pelas imposições da OMC - Organização Mundial do Comércio.

A CNA considera que, sendo mais e melhor apoiadas pelos poderes públicos, a Agricultura e a Floresta têm potencialidades para contribuírem para este combate civilizacional contra o “aquecimento global” e contra estas “alterações climáticas”.

Em síntese, a melhor forma de, no sector Agroflorestal e em sua defesa, também se dar combate às causas profundas que aceleram as Alterações Climáticas, passa por dar, oficialmente, prioridade e preferência à Agricultura Familiar, aos Pequenos e Médios Agricultores de tipo Familiar; às Produções Autóctones e tradicionais e aos alimentos delas obtidos; aos Mercados locais e de proximidade entre Produtores e Consumidores. Prioridade institucional também à Floresta Multifuncional e à Prevenção dos Incêndios Florestais. E tudo isto aplicado em respeito pelos recursos naturais como - Sementes – Solos – Águas - Ecossistemas, em que um dos principais objectivos práticos e políticos seja o de respeitar o direito à Soberania Alimentar dos Povos e Regiões.