2026-11-06
COMPORTAS NO VALE DO PRANTO
A necessidade da reconstrução das Comportas da Maria da Mata no Alqueidão, fundamentais para a regularização das águas salgadas que têm afectado severamente a produção de arroz na região, é cada vez mais urgente, quando as únicas outras comportas existentes (do Alvo 3 Km mais a Sul) estão numa situação de colapso iminente.
Em comunicado de Junho de 2026, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na voz do seu presidente Eng.º Pimenta Machado, informou que abriu um concurso público nos dois milhões de euros para a substituição da estrutura de comportas da Maria da Mata, no vale do Mondego.
De acordo com o procedimento que foi publicado Junho em Diário da República, a empreitada tem um prazo de execução de 12 meses.
A verdade é que, desde essa data, os agricultores ainda não viram qualquer andamento dos trabalhos.
CANAL ADUTOR DO PRANTO
As obras no Canal adutor do Vale do Pranto (entre Moinho de Almoxarife e Vinha da Rainha – concelho de Soure) foram suspensas sem qualquer explicação tendo sido retiradas as máquinas e deixados os tubos no ar.
Sabemos agora que a REFER – Rede Ferroviária Nacional, meteu uma providência cautelar para suspensão das obras, dado que estas colidem frequentemente com as zonas de servidão e protecção canal geridas pela REFER, podendo por em risco a segurança de plataformas ferroviárias adjacentes.
Como é possível que a DGADR – Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, ou a Associação de Beneficiários da Obra Hidro-Agrícola do Baixo Mondego responsável pela Obra, não terem atempadamente fiscalizado esta situação?
Para além desta situação prejudicial para os agricultores que irão ser servidos por esse Canal Condutor de Rega, o processo de emparcelamento do Vale do Pranto está suspenso (cerca de 1400 ha), e só pode ser recomeçado quando as obras do canal adutor do Pranto estiverem concluídas.
O Governo tem de intervir urgentemente, diligenciando para que estas situações sejam resolvidas, sob risco de os agricultores do Vale do Pranto terem em risco a realização das sementeiras das suas culturas em 2027.
ADACO, Coimbra, 6 de Novembro de 2026