2026-10-19

CNA e ECVC levam preocupações do sector do azeite e das azeitonas à Comissão Europeia

A reunião da fileira do azeite e das azeitonas de mesa, promovida pela Comissão Europeia, no âmbito do Grupo de Diálogo Civil (GDC), em Bruxelas no passado dia 8 de Outubro, foi mais um momento de debate sobre a situação do mercado e da produção do azeite e das azeitonas de mesa com os agentes do sector da Produção, da Indústria e do Comércio. Quando se inicia mais uma campanha de produção, num contexto difícil de antevisão de preços baixos do azeite, de stocks elevados e perspectivas de grande aumento da produção nos principais países produtores, sobretudo em Espanha (1,6milhões de toneladas) e Portugal (200 mil toneladas) a apreensão sobre o desenrolar da campanha foi geral. É de salientar que os representantes da Produção são unânimes em considerar que o sector se encontra numa situação de fragilidade agravada pelo aumento dos preços dos combustíveis e fertilizantes e pela concorrência desleal que outros países da bacia mediterrânica exercem com a venda do azeite a preços muito baixos. Este é, de acordo com a opinião unânime da produção,  o momento para que a Comissão Europeia reveja os contingentes preferenciais sem taxas aduaneiras que desestabilizam o mercado e as exportações de azeite para países terceiros.

O sector olivícola está sob pressão com particulares efeitos no olival tradicional, conforme apresentou Lucinda Pinto, da CNA, em representaçãoda ECVC – Coordenadora Europeia Via Campesina, referindo-se igualmente aos efeitos que as alterações climáticas, agravadas pelos efeitos dos incêndios rurais, exercem sobre o olival tradicional, e os riscos de abandono deste tipo de olival por falta de rentabilidade económica, e que são fundamentais do ponto de vista da manutenção do tecido social rural vivo e produtivo.