2026-08-05
Numa iniciativa de protesto e reclamação promovida pela CNA e pela AVADOURIENSE – Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense, viticultores da Região Demarcada do Douro (RDD) concentram-se sexta-feira, 7 de Agosto, a partir das 10h00, frente ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), na Régua.
Com uma nova vindima prestes a começar, repetem-se os problemas que nos últimos anos têm desesperado os produtores, sobretudo os pequenos e médios viticultores: uvas vindimadas sem ter a quem as vender ou – quando se consegue comprador – não há preços definidos nem datas para receber, sabendo-se apenas que os preços continuarão a não chegar para cobrir os cada vez mais elevados custos de produção.
O desespero e o futuro incerto no Douro, face à ausência de compromissos sérios para a concretização imediata de medidas que salvem, já nesta vindima, a situação dos viticultores durienses são mais do que razões para protestar.
Foi a luta dos viticultores durienses, com a CNA e a AVADOURIENSE, que forçou o Governo a assumir, no ano passado, a existência de um problema na RDD.
Em vésperas desta Concentração, o Governo, através do IVDP, fez sair mais um Plano para o Douro, mostrando que é a persistência dos viticultores, com reclamação, mas também com propostas concretas, que pode obrigar o Governo a dar as respostas necessárias à situação criada. No entanto, o Douro e os viticultores necessitam de soluções agora, e não de intenções para um futuro que se arrisca a nunca chegar.
É de lembrar, por exemplo, que há um ano já estava em andamento uma medida de destilação de crise, e que este ano, apesar da aprovação de uma resolução pela Assembleia da República, que obteve uma quase unanimidade, não há ainda nenhum sinal de que venha a ser implementada.
Por todas as razões que têm, os viticultores durienses, com a CNA e a AVADOURIENSE, avançam para a Concentração de 7 de Agosto, na Régua, para exigir a concretização urgente de medidas que garantam, já nesta vindima, o escoamento de toda a produção, preços justos para as uvas, garantidos, nomeadamente, através da celebração de contratos e o futuro da Região Demarcada do Douro.
Coimbra, 05 de Agosto de 2026