2026-04-27
No passado dia 26 de Abril, inserida nas Comemorações dos 52 Anos do 25 de Abril, a MARP – Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas e o MDM – Movimento Democrático de Mulheres, com o apoio do Município de Vila Real, promoveram em Vila Real a iniciativa conjunta “Mulheres de Abril. Campos de Liberdade”.
A sessão contou com a participação de muitas amigas e amigos, bem como com a presença da Senhora Vereadora do Município de Vila Real, do Presidente da Junta de Freguesia de Andrães, da CNA, da Presidente da Assembleia Geral da BALADI, da AVADOURIENSE e da União dos Sindicatos de Vila Real.
Em representação da MARP, Isabel Magalhães apresentou brevemente a associação, referindo, que celebrar 25 anos de existência da Associação é afirmar o futuro. Afirmou, que a MARP continuará a ser um espaço de união, partilha e defesa das mulheres rurais.
Destacou os problemas que continuam a afetar as Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas, entre outros, as questões ligadas à Segurança Social, tema prioritário para a MARP neste ano de 2026, declarado pela ONU como Ano Internacional da Mulher Agricultora. Avançou que a MARP lutará para que o ano de 2026 seja um marco de afirmação das mulheres rurais portuguesas — um ano em que o país reconheça, finalmente, que sem elas não há soberania alimentar, nem futuro para o mundo rural.
Pelo MDM, Fátima Bento abordou temas centrais como a igualdade de género, as desigualdades salariais e a violência doméstica, sublinhando a importância da continuação da luta pelos direitos das mulheres.
Um dos momentos mais marcantes da iniciativa foi a homenagem à agricultora Alcina Gonçalves, de 86 anos, uma verdadeira Mulher de Abril. O seu percurso de vida distinguiu-se pela participação activa na organização dos agricultores, em reuniões, debates e acções reivindicativas, sempre na luta por melhores condições de vida no campo, por preços justos e pela dignidade de quem trabalha a terra.
Mulher de coragem e de convicções, destacou-se também na vida política local e regional, com participação activa nas questões do Poder Local Autárquico. Foi ainda uma das primeiras mulheres a conduzir um tractor após o 25 de Abril, enfrentando preconceitos, intimidações e até a intervenção da GNR, num tempo em que tal era considerado “coisa de homens”.
Presente na iniciativa estavam patentes duas exposições, do MDM - “Mulheres de Abril somos, com igualdade temos futuro” e da MARP - “Campos de Liberdade”, ambas sobre o papel das mulheres na luta por melhores condições de vida.
A iniciativa encerrou com momentos de poesia e música, celebrando Abril, a Liberdade e o papel transformador das mulheres na sociedade.